Aquarela

Faz algum tempo eu disse em um post que ia começar a experimentar com aquarelas, por diversos motivos, vontade, influencia do cartunista Liniers, tfg….

Admito não ter me aventurado tanto assim, e também encontrei um monte de dificuldades.   Não é facil fazer uma aquarela.. A escolha do que desenhar veio ocasionalmente enquanto eu já estava com o pincel na mão… é tudo assim bem básico, bem desenho de criança..vou colocar aqui então algumas dessas brincadeiras.

E junto com isso, vou colocar um trecho de um livro, que eu gosto muito, e que mexe muito comigo sempre… e talvez ele até combine um pouco com o tom pessoal do post e dos desenhos. É do livro One Day. É triste, mas bonito, e em ingles.

“She philosophically noted dates as they came past in the revolution of the year; . . . her own birthday; and every other day individualized by incidents in which she had taken some share. She suddenly thought one afternoon, when looking in the glass at her fairness, that there was yet another date, of greater importance to her than those; that of her own death, when all these charms would have disappeared; a day which lay sly and unseen among all the other days of the year, giving no sign or sound when she annually passed over it; but not the less surely there. When was it?” Then Emma Mayhew dies, and everything that she thought or felt vanishes and is gone forever.

hasta la proxima! 

Tristeza não tem fim, felicidade sim

Olá a todos.

Hoje o post vai ser curtinho porque a inspiração anda meio perdida de mim. Então, em vez de escrever, aí vai uma dica de um site muito legal!

Há algum tempo, tomei conhecimento de um projeto que propunha uma série de mini-documentários sobre a tristeza, não entendida de uma forma de dor, mas por um olhar poético. Recomendo a visita ao site do projeto, que se chama “O que é tristeza pra você”, através do link http://oqueetristezapravoce.com.br/. Recomendo ver todos os vídeos, são muito bons!

Em particular, o vídeo de Hélio Leites, o primeiro que assisti, me encanta pelo tema, pela fotografia, pelo olhar do autor, pela trilha sonora com participação do grande amigo Fê Sztok

Dani

A Cidade Invisível

Há alguns anos atrás, ganhei de presente o livro As Cidades Invisíveis, de Ítalo Calvino. Nunca havia cheirado, olhado e tateado uma gama tão grande de sensações em um só livro como este proporcionou. É realmente incrível como este autor consegue descrever de forma tão intensa e realista as impressões pessoais de locais imaginários (e outros nem tanto) como as cidades que existem neste livro.

Relembrar esse livro me ocorreu porque no dia 24 de setembro começou a exposição “Acampamento Ercília”, de autoria da artista plástica nova iorquina Swoon, cuja arte envolve intervenções urbanas.

Essa entrevista mostra bastante o que ela é. É um modo tão particular e delicado de ver as coisas! É exatamente o que o Calvino faz, ambos transparecem um pequeno pedaço do mundo deles, mas de forma espetacular.

O que mais me impressiona nessa artista é, além da questão da urbana, da cidade, a beleza que todo o trabalho dela apresenta.

É de uma sensibilidade tão aguçada, tão delicado para um ambiente tão hostil que é a cidade.

“Acampamento Ercília” foi inspirado no capítulo “As Cidades e as Trocas” de As Cidades Invisíveis, e trata-se da descrição da cidade de Ercília.

“Em Ercília, para estabelecer as ligações que orientam a vida da cidade, os habitantes estendem fios entre as arestas das casas, brancos ou pretos ou cinza ou pretos e brancos, de acordo com as relações de parentesco, troca, autoridade, representação. Quando os fios são tantos que não se pode mais atravessar, os habitantes vão embora: as casas são desmontadas; restam apenas os fios e os sustentáculos dos fios.

Do costado de um morro, acampados com os móveis de casa, os prófugos de Ercília olham para o enredo de fios estendidos e os postes que se elevam na planície. Aquela continua a ser a cidade de Ercília, e eles não são nada.

Reconstroem Ercília em outro lugar. Tecem com os fios uma figura semelhante, mas gostariam que fosse mais complicada e ao mesmo tempo mais regular do que a outra. Depois a abandonam e tranferem-se juntamente com as casas para ainda mais longe.

Deste modo, viajando-se no território de Ercília, depara-se com as ruínas de cidades abandonadas, sem as muralhas que não duram, sem os ossos dos mortos que rolam com o vento: teias de aranha de relações intrincadas à procura de uma forma.

A exposição “Acampamento Ercília”, que se encontra no vão do MASP, será uma exposição interativa.

Chegou ao meu conhecimento porque temos uma casa do Teto lá!

Esta foto foi tirada durante a montagem!

Colocarei mais fotos aqui quando visitar a exposição completa! Vão lá, pelo o que eu vi (parte dela) estava linda!!!!

Esculturas em Chicago

Uma cidade que eu gostei muito de conhecer foi Chicago, e a presença de diversas esculturas nos parques e ruas da cidade foi um aspecto que me chamou bastante atenção. Duas dessas esculturas me atraíram muito, ambas dentro do Grand Park. A primeira do escultor Anish Kapoor  é a Cloud Gate, também conhecida como feijão pelos habitantes da cidade devido ao seu formato inegavelmente parecido com um feijão. A escultura foi inspirada em mercúrio liquido e é feita de aço inoxidável extremamente polido, isso faz com que ela seja um espelho da cidade. O que me pareceu mais bacana é que é uma escultura muito interativa, atrai uma multidão de pessoas e parece pedir para que se ponha a mão nela. É uma diversão para os que estão no parque e para os inúmeros fotógrafos amadores, qualquer um sente vontade de fotografar em ângulos diferentes e conferir o resultado!

A outra escultura, de Magdalena Abakanowicz, me pareceu mais introspectiva, apesar de ser bastante interativa também. Esta artista realizou diversos trabalhos com a forma humana com a reflexão da individualidade X massificação. Ao se caminhar pela escultura presente em Chicago, formada por diversos corpos gigantes é possível pensar sobre o fato de ser apenas um pequeno indivíduo entre milhões de pessoas.

Tirinhas, ilustrações.. e essas coisas

Oi Gente.

Normalmente não sou uma pessoa que adora tirinhas, desenhos, gibis e etc… mesmo quando era criança, nunca me aventurei além das aventuras da turma da mônica. Hoje, depois da FAU entrar na minha vida, eu gosto muito mais, mas assim curto mais pelos desenhos que pelo sentido da tirinha em si. Alguns companheiros do coletivo aqui acho que poderiam me dar uns petelecos na orelha por isso, porque sei que a maioria curte muuuito.

Hoje eu queria falar de um artista que eu gosto muito. Conheci ele por causa de música, do Kevin Johansen, que é um “cantautor” excelente, Argentino, e que faz musicas de tipos diferentes, uma grande mistura incrível e que ultimamente eu escuto quase todo dia. Infelizmente não é hoje que vou falar do Kevin. Vou falar do Liniers. Outro Argentino.

Em Madrid, quando fiz intercambio, estava lá eu feliz e contente cantante num show do Kevin, que tinha o show animado com um telão no fundo com desenhos feitos ao vivo duratne o show pelo cartunista Liniers. O desenho dele era de uma sensibilidade, de uma facilidade, e tão bonitos, cada musica que ele desenhava eu ficava mais apaixonada pelo trabalho dele. Fora a simpatia né.

Ele desenhava e parecia tão fácil desenhar que era impossível não pensar “putz, eu bem que poderia começar”. Bom, pensava isso porque me considero uma bela zero a esquerda de desenho. Mas hoje, nesse domingão sem graça resolvi me aventurar.. e estou aqui fazendo aquarelas em casa… um experimento que ainda não sei onde vai me levar. Se me levar a um lugar bom, prometo colocar aqui no meu próximo post os resultados.

 

Enquanto isso só queria deixar vocês com um pouco do trabalho do Liniers, esse piadista desenhista e um pouco cantor, que foi o primeiro cartunista a me impressionar… e que hoje eu adoro tanto. Beijocas e até a proxima!!

 

 

 

 

 

 

e claro o site dele www.porliniers.com/

 

Mulherada na arte de rua!

Eu curto muito grafite e ultimamente ainda mais. Acho que é uma das poucas formas de intervenção urbana que a gente vê pela cidade, uma forma de interagir com o espaço e de fazer com que esse espaço seja percebido de fato. Vivemos um tempo onde o espaço serve só como dinâmica de movimento, como o “acaso” que nos faz estar ali enquanto na verdade estamos querendo chegar em outro espaço, geralmente privado. Por isso não olhamos, não percebemos e não interagimos, como se não fosse nosso. E o grafite e toda a “street art” estão aí pra inverter um pouco essa lógica.

E se até algum tempo isso era coisa de muleque, vou mostrar três artistas que eu gosto muito e tenho acompanhado o trabalho.

A primeira é a Miso, uma  artista de herança ucraniana chamada Stanislava Pinchuk. Ela tem 21 anos e mora em Melbourne, Austrália. O trabalho que mais chama atenção são os lambe-lambe babushkas (avó, em russo), geralmente em pares, pelas ruas da cidade. As instalações, geralmente femininas, funcionam mesmo como “guardiãs” dos locais onde estão instaladas.

Outra que eu curto muito é uma sul africana que é conhecida como Faith47. Seus desenhos, super fortes e com uma alta carga de crítica social, foram depois mudando pras frases com caligrafias caprichadas que são as mais conhecidas hoje em dia (mas eu ainda preferia a outra fase).

Mesmo com esse apelido, ela disse o seguinte pra Zupi: “Eu não tenho fé em nada. Acredito que tudo é um vácuo, vazio. E ainda assim, tudo é cheio, ao mesmo tempo. Não tenho ilusões de uma religão que possa explicar o porquê de estarmos aqui. Talvez nós sejamos uma unidade com o universo em expansão e estejamos sendo teimosos e lutando contra esse fato, o que na realidade significa que estamos lutando contra nós mesmos. Algo assim”. Seguem as fotos!

Por fim, uma brasileira! A Magrela (ou http://www.magcrua.blogspot.com)é figurinha conhecida da cidade de São Paulo. Em praticamente todos os bairros tem algum desenhos de suas mulheres lânguidas, tristes, quase que se desmanchando pelos muros pálidos de SP (que poético isso #not). Se você começar a prestar atenção, vai ver uma das “magrelas” em todo o canto! A Sinhá também trabalha sempre com ela, mas isso fica pra sua pesquisa! rs

Essa menina largou o curso de Administração e foi desenhar, que era o que ela realmente curtia. E coloca um traço muito característico, sendo reconhecida em qualquer lugar. Agora também lançou umas peças de roupa (a Crua), assim mesmo no Facebook, com estampas lindas e provando que grafite é arte e também se transporta pra qualquer meio de expressão!

Essa é fácil de achar hein?

É isso galerê! Planos de intervir no meio urbano!!! Acaba logo TE-EFE-GE!!! Beijocas

De Dentro e De Fora MASP

No Museu de Arte de São Paulo está ocorrendo a exposição “De Dentro e De Fora”. Essa exposição apresenta o trabalho de 9 artistas que se destacam no cenário internacional de exposições com uma arte considerada urbana, sendo eles Remed, JR e Invader da França, Tec, Defi e Chu da Argentina, Swoon dos Estados Unidos e Point da República Tcheca.

A exposição segue uma forte tendência de aproximação e atualização da arte urbana praticada hoje, tendo como antecessoras as exposições de 2010  “De Dentro para Fora/ De Fora para Dentro” no próprio MASP e a Primeira Bienal Internacional Grafite Fine Art que ocorreu no MuBE. Segundo o site do museu a exposição “De Dentro para Fora/ De Fora para Dentro” foi a principal responsável pela renovação do público e pela atração dos mais jovens, mostrando a necessidade de explorar e dar espaço para novas formas de arte, além daquelas já consagradas pela história.

Diferentemente de 2010, em que os artistas apresentados eram todos brasileiros, esse ano foi explorada a visão estrangeira, dando para os artistas convidados a liberdade de produzir com qualquer forma de mídia e com o trabalho colaborativo uma exposição após passarem um mês morando na cidade de São Paulo. Essa temática, na minha opinião, se mostrou complementar ao trabalho desenvolvido em 2010, onde os artistas Carlos Días, Daniel Melín, Ramon Martíns, Estephan Doitschinoff, Titi Freak e Zezão mostraram seus trabalhos pessoais e levaram o público tanto a analisar e refletir sobre as problemáticas urbanas quanto a apreciar e conhecer a forte influência da religião no norte do país, somando hoje, após as duas mostras, Brasil e São Paulo.

Além da nova temática que pude encontrar nos museus, nessas exposições encontrei também uma forma diferente de vivenciar a arte. Enquanto corria pelas obras sentia uma vontade grande de participar daquilo e intervir também, ao mesmo tempo percebia esse animo nas outras pessoas que falavam alto, tiravam fotos, tocavam nas obras, desenhavam em algumas e em outras até pulavam dentro. Para mim essa foi uma parte essencial, o público era parte do que estava exposto ali, nos poucos momentos em que o local se silenciou, parte do ânimo, parte das cores das obras perdeu graça.

Abaixo vai algumas fotos que tirei lá, mas como eu sou muito cabeçudo esqueci de levar a câmera e improvisei no ipod. Além disso indico a todos levar um caderno para desenhar como fiz outras vezes.

A exposição está em cartaz de 17/08 à 23/12/2011,

Local: Museu de Arte de São Paulo (MASP) – Avenida Paulista 1578

Horário: Terça à Domingos, e feriados das 8:00 as 18:00, com excessão da quinta que é das 11h às 20h.

Valor: R$ 15,00. Estudante: R$ 7,00. Até 10 anos e acima de 60: livre.  Às terças-feiras: entrada gratuita.