Um pouco de cinema

Você já se perguntou como as pessoas piram e ficam controláveis em massa? A loucura do fato de uma torcida xingar, brigas e até matar outra pessoa só por torcer por outro time? A existência dos Hooligans? Genocídios como em Ruanda em 1994*? Ou não sei, hipoteticamente seguir um líder com ideologias de massacre de seus diferentes, como o Hitler e seu Holocausto. Claro, isso são só alguns exemplos e até descarto outros momentos históricos pela diferença de mentalidade da época, como o maior genocídio da história, ou seja, a exterminação dos povos nativos americanos pelos espanhóis e portugueses. A minha questão não é qual é a pior ou maior loucura do homem, mas sim como pessoas comuns e normais mudam sua mentalidade quando estão em massa.

Em Berlim, existe o “Memorial aos Judeus Mortos da Europa”, projeto feito em homenagem às vítimas judias do Holocausto. 2.711 blocos irregulares de concreto formam a paisagem no térreo e no seu subsolo há uma espécie de museu que entre suas salas (uma contando a história do Holocausto, número de vítimas, regiões mais dominadas, história de famílias, etc.) há uma com os últimos relatos de algumas vítimas. Trechos de diários antes de serem presos, dentro dos campos, antes de serem mortos e até um homem que era obrigado a trabalhar para os nazistas e sabia o quão horrível eram seus atos, mas não podia fugir. Essa sala é incrivelmente emocionante, infelizmente para o mal.

Bom, vou parar de rodar e chegar aonde quero.

 

Logo na entrada do museu, há uma frase do Primo Levi:

 

 

 

 

 

 

 

 

Será? Até que ponto conseguimos repetir nossas irracionalidades? Pois bem, existe um filme que fala muito disso e de como as massas são facilmente controladas, como as pessoas são facilmente controladas. Para mim é assustador e ainda acrescento um fato: ele é baseado em fatos reais.

 

O filme se passa em uma escola alemã que propõe uma semana de aulas sobre um tema. Para infelicidade de um professor anarquista, ele é escolhido para ensinar Autocracia à sua turma. Seus alunos são desinteressados pelo tema já que acreditam que é impossível repetir o que o país sofrera com Hitler. É nesse contexto que o professor resolve demonstrar como funciona uma Autocracia e é aí que podemos ver como o ser humano é controlável e que podemos repetir coisas terríveis. Segue o trailer.

 

A ONDA (DIE WELLE) – Alemanha, 2008**

Direção: Dennis Gansel

Reportagem da folha da história que deu origem ao filme (Não o leia caso você ainda não viu o filme).

 

Não, eu não quero ser pessimismo com a humanidade, então vou sugerir outro filme para ver.  É a história real de Roberto Carlos Ramos. Eu já conhecia sua história e adorei o filme.

O trailer fala melhor, mas só um resumo: a história é uma criança de família pobre que é mandado para a FEBEM onde diziam ser um centro ideal para formação infantil de crianças. Lá ele é considerado irrecuperável e sofre todas as desgraças que a FEBEM oferece até que ele conhece uma francesa que resolver ajudá-lo.

O filme não tem aquele ar global que broxa em muitos filmes, na verdade é muito bem feito e com partes engraçadas. Eu acho que é um bom exemplo que base e educação fazem as pessoas crescerem e, com elas crescendo, um país cresce. FICA A DICA.

 

O Contador de Histórias – Brasil, 2009

Direção: Luiz Villaça

*Representado em dois ótimos filmes: Hotel Ruanda (2004) e Tiros em Ruanda (2005).

**Agradeço ao Grazzi por me falar desse filme.

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5 thoughts on “Um pouco de cinema

  1. Marx,

    animal seu texto.
    É um tema muito bacana e de importancia ímpar. Tive uma discussão a respeito disso a um tempo atrás com uma gringa na qual eu dizia que deviamos olhar todos esses exemplos de “absurdos” como coisas inerentes ao ser humano.
    Nós somos capazes de atidudes e ações das mais lindas e puras e ao mesmo tempo das maiores crueldades ja vistas, considerar as guerras ou genocídios como fatos isolados causados por “persolanidades monstro” e tirar essa responsabilidade de nós mesmos é o que permite que isso volte a acontecer.

    Enfim, vou ver esse filme – curti pra cacilds o trailler.

    Abraços,

  2. nossa muito foda isso, quando paramos pra pensar no quanto somos controláveis! É mesmo impressionante, é só ver a inércia que a gente vive no dia a dia, e em como um sistema todo controla tudo aquilo que a gente faz.
    Esse museu do holocausto, e no caso Berlim toda me chocou bastante, em todos os lugares da cidade eu sentia a presença do que foi o massacre, não sei explicar como. Foi algo que mexeu muito comigo. Visitei um campo de concentração lá. Acho que a energia que existe não dá muito pra explicar!
    mas enfim adorei as dicas de cinema.. e inclusive estou baixando os filmes aqui pra poder assistir!! vlaeu marcas!

    • cada vez mais acho que esse sistema, essa inércia, que vivemos de trabalhar que nem cachorros, viver em condições de puro estresse é só um controle para produzirmos, produzirmos pra alguém lá no topo da pirâmide se dar bem, porque aproveitamos muito pouco do que poderíamos

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