Desenhando a sua própria cidade

No meu último aniversário, ganhei um presente muito bacana, daqueles que você fala: “Nossa, que legal! Como ninguém pensou nisso antes?”.

Nós, arquitetos, quando vamos viajar, temos essa idéia fixa que a única idéia de se conhecer realmente uma cidade é andando por ela, por suas avenidas, ruas, ruelas, enfim. Somos aversos aos convencionais city-tours, o melhor a se fazer e esmiuçar a cidade a pé, de metrô ou ônibus. Não me entendam mal, eu mesma sou adepta a essa prática, mas acredito também que estamos cercados de estereótipos da arquitetura e frases feitas que ao invés de nos permitir novos aprendizados, acabam nos alienando, tornando o arquiteto uma pessoa extremamente blasé. Ou pra falar o português correto, boçal.

Mas essa discussão fica para a próxima.

Então, para aqueles que, como eu, pegam um mapa da cidade em questão e simplesmente saem andando, o escritório de design austríaco Walking Chair lançou um livro que possui uma idéia brilhante: o Urban Gridded Notebook.

Trata-se de um livro que, ao invés de palavras, possui mapas. E, quando eu digo mapas, eu digo apenas linhas e mais linhas que desenham a cidade. Nenhum nome de avenida, rua, ruela, nem linhas de metrô ou ônibus. Nem a númeração das páginas ele possui. Quer dizer, a numeração vem em algumas páginas, senão o livro não seria muito prático.

São cidades do mundo todo (e, antes que você pergunte, não, não tem São Paulo): Tokio, Nova York, Viena, Amsterdam, Paris, Hong Kong, Belo Horizonte, entre muitas outras, para se visitar e anotar tudo o que o dono do livro quiser: algum parque, uma livraria, uma loja, sei lá, o que você quiser escrever, desenhar. Os mapas são únicos em cada livro, são as cidades sob o ponto de vista de cada “leitor”.

Foi um presente muito legal que eu ganhei, agora só preciso preenchê-lo.

O Walking Chair possui outras produções bacanas, vale conferir em www.walking-chair.com

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2 thoughts on “Desenhando a sua própria cidade

  1. Eu queria muito ter tido um desse!

    Mas sabe uma das principais coisas que me fazem gostar de caminhar e não de city tour, é a liberdade de tempo e lugar! Mas como você disse, fica para outra conversa…

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