Hélio Oiticica – Parangolés

Falando com o meu orientador de TFG, ele sugeriu que eu desse uma olhada num trabalho do Hélio Oiticica chamado Cosmococa, uma “obra-ambiente”, que interage com os espectadores. Mas durante a pesquisa o que me chamou a atenção, e o que eu não sabia, é que ele é o artista que criou os tão famosos, na FAU, parangolés.

Quando a gente entrou na FAU, fomos recepcionados por muitas pessoas vestidas com “panos”. Durante a semana dos bichos, no Maracatu, descobri que aqueles “panos” se chamavam parangolé, mas não sabia que essa vestimenta foi criada na década de 1960, e que como diz o Hélio “é uma artiarte por excelência e uma pintura viva e ambulante”. Nessa mesma linha da obra interagir com que a vê, ou nesse caso, usa, o parangolé mostra toda sua poesia com o movimento, através do material, das cores, da textura. Achei lindo quando li que ele é considerado uma escultura móvel.

Na época que criou os parangolés, Hélio frequentava a Escola de Samba Mangueira. Podemos enxergar nas peças a influência do samba, do ritmo e do carnaval.

“Para Hélio Oiticica a arte era uma opção de vida contra toda e qualquer forma de opressão: social, intelectual, estética, política. Inventor, teórico, refletiu e interrogou a brasilidade e a universalidade da arte, sempre inconformista e indiferente à moda. Ao romper com o objeto/arte como coisa destinada à visualidade (relação “contemplativa”), busca o tato e o movimento, repõe a sensibilidade recalcada pelo tecnicismo do movimento concreto. Cor, estruturas, palavras, fotos, dança, corpo, definem a obra. A participação física é o centro e o interlocutor do acontecimento/arte, o conceito de visão envolve todo corpo”.

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3 thoughts on “Hélio Oiticica – Parangolés

  1. o chico buarque cita os parangolés em uma das músicas dele, na música “A volta do Malandro”:

    “Entre deusas e bofetões
    Entre dados e coronéis
    Entre parangolés e patrões
    O malandro anda assim de viés”

    agora fiquei me perguntando como interpretar…

  2. Acho incrivel a relatividade das coisas……as vezes me pego pensando que somente eu vejo arte. E quando me deparo com uma pessoa assim que ve arte no moviento da vida, das pessoas, do vento, do “acaso” me sinto na primeira aula de artes do pré 1

    Mto bacana Li

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