Petra Blaisse

Ultimamente, acho que pelo tanto de tempo excessivo que tenho trabalhado e principalmente com a proximidade do tfg, eu tenho pensado muito no valor que a arquitetura tem para mim, e no geral na vida das pessoas. Fico pensando no que me faz gostar mais de um prédio que do outro, ou porque é que aquele lugar me traz felicidade, ou como é que alguns espaços funcionam.. E para mim é impressionante como a arquitetura pode acabar tendo um caráter pessoal.

Falando de espaços, tendo a gostar cada vez mais dos que são assim mesmo, bem pessoais, mesmo achando dificil definir o que deixa um espaço pessoal. Talvez seje quando você sente ali uma energia por trás, de que tem o “dedo” de alguma pessoa naquele espaço/ De alguma forma quando você chega num lugar assim, de alguma maneira você se contagia com essa energia, com a intenção que foi passada ali, pode ser frio, calor, pode ser triste, melancolico, feliz, animado, ou qualquer coisa que se queira…

Feita essa introdução eu resolvi postar aqui sobre uma arquiteta, designer, mas que vejo mais  como um artista de espaços, que consegue transformá-los de uma maneira muito bacana. Se chama Petra Blaisse, holandesa, assiti a uma palestra dela umas semanas atrás no Sesc Pompéia. Basicamente ela trabalha com texturas, na maioria das vezes traduzidas em cortinas (mas seus trabalhos são muito diversos). Na palestra ela falou sobre seu trabalho e vou passar aqui um parágrafo de anotação minha durante a palestra.

Seu trabalho é inspirado em estruturas, ela tem muitas fotos e desenhos da natureza que servem de inspiração. Estrutura traduzida em tecido, em cor, e em luz que passa e que fica, em claro e escuro, reflexos e transparências. As cortinas se movimentam, e por isso nunca sao olhadas e experimentadas da mesma maneira. Para cada trabalho uma pesquisa coerente, que utilize os materias disponiveis no local, ou que tenham relação com o lugar, isso principalmente em seus trabalhos de paisagismo. Faz instalações e intervenções permanentes.

Colocarei então para ilustrar  fotos de duas de suas intervenções. Primeiro a cortina feita em 1999 para o Hackney Empire Theater  em Londres, com um tipo de costura a mão que ela aprendeu no colégio quando era criança, que tem uma presença realmente impressionante no teatro. Em seguida o pavilhão que ela fez para Villa Manin Contemporary Art Center em 2005, um pavilhão que eram muitos guardachuvas, individuais, de um tecido transparente e refletor ao mesmo tempo, um efeito incrível, e nas palavras dela “you can see through, create your own space, you can move, and it reflects the sky and transform the space”.

Hackney Empire Theater | London

Hackney Empire Theater | London

Reflitutti | Villa Manin

Reflitutti | Villa Manin

o site dela esta aqui pra quem quiser ver mais : www.insideoutside.nl

até a próxima.

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One thought on “Petra Blaisse

  1. Ela é um arraso! essa cortina, assim como a intervenção com os guarda-chuvas e o jardim do deserto (esqueci aonde agora) são de uma sensibilidade incrível. durante a palestra, admito que que fiquei admirada pela delicadeza das obras!

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